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SAINDO DA PISCINA DE ÉTER

Poemas & Geometrias
Ana Karina Luna
Lua Negra Cartonera, 2017
61 poemas + 14 ilustrações
104 páginas
Edição limitada: 200 exemplares

R$40,00
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Saindo da Piscina de Éter

Este é um livro cartonero, de poemas e ilustrações. Publicado durante a VIII Bienal Internacional do Livro de Alagoas, em 2017. É divido em duas partes: "Presságios" e "Do Amor". Inicialmente, o livro seria apenas os 50 poemas da parte "Do Amor", no entanto, após ler alguns poemas anteriores, daquela fase, fica claro que eles "antecipavam" o que se desenrola nos poemas "Do Amor". O crítico de arte, Ricardo Maia, fala que a arte é antecipatória, e nesse caso, isso é visto, se colocar-se alguma atenção nos "Presságios". Além disso, e em geral, os poemas tem um tom onde o "eu lírico" vive um caos, numa busca ativa, e esse "eu lírico" é partido em tantas parciais, que não se vê bem o todo. Mas o todo está lá, como o lastro do livro, ou nem que seja nos buracos dos travessões que abundam. O caos como parte do processo de busca do si-mesmo. O caos da Piscicna de Éter, quase onírico, e fantástico, que, eventualmente, traz o Ser para centro do furacão. E aí está: sanação.

Prefácio da Profa. Dra. Izabel Brandão →






Este livro foi feito à mão

A capa é feita de caixas de papelão recicladas. Ana Karina escolhe, coleta, desmembra e corta as caixas à mão, no tamanho desejado. Os livros são costurados um a um. Depois as capas são ilustradas, também manualmente. Cada livro vem numerado, portanto, cada livro é um exemplar único. Toda a diagramação é feita por Karina, assim como os originais das geometrias que se encontram em algumas páginas do livro, que são um projeto à parte, e de uma beleza delicada. As geometrias apareceram depois que o livro já estava pronto e vieram para integrar visualmente o que não podia mais ser dito com palavras. Boa leitura!

Sobre o Movimento Cartonero →

o processo

Se tudo me faltar
eu escreverei
sobre tudo o que me falta.
Se houver uma folha só de papel —
eu nela escreverei
e apagarei e reescreverei
se tudo o que me faltar
for muito.
E se não houver um lápis
para um relato do que falta,
eu direi — em voz alta.
E se não houver voz
papel, nem lápis, eu assim direi em gestos
e dançarei
tudo aquilo que existe e me falta.


(do livro "Saindo da Piscina de Éter")