MÁRIO (& ROSINA)

Uma Novela
Ana Karina Luna
Lua Negra Cartonera, 2020
152 páginas
Edição limitada: 300 exemplares
ISBN: 978-65-00-14389-8

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“Aparentemente despretensioso, Mário (& Rosina) resultou numa narrativa comovente, no melhor sentido da expressão; que comove pela aparente simplicidade com que fala da condição humana, com que nos faz rir do desencontro amoroso, sem pieguice. E o melhor: numa linguagem bem autoral, simples e ao mesmo bastante criativa, sem medo do novo. Um ponto que me chamou a atenção: um erotismo explícito em alguns momentos, implícito em outros, mas sempre presente. Um erotismo mesclado com simplicidade de linguagem, descontração e poesia, a poesia que pode estar nas coisas e situações mais inesperadas, como, no caso de Mário e Rosina, no mundo da mecânica e no mundo da cozinha.”

- Maria Heloisa M. de Moraes,
Doutora, professora de literatura.

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Leia a resenha completa de Maria Heloisa M. de Moraes sobre "Mário (& Rosina)" →

Leia a resenha de Izabel Brandão (doutora, professora de literatura) sobre "Mário (& Rosina)" →

Leia a matéria da Tribuna sobre "Mário (& Rosina)" →




Este livro foi feito à mão

A capa é feita de caixas de papelão recicladas. A autora, Ana Karina, escolhe, coleta, desmembra e corta as caixas à mão. Os livros são costurados um a um. Depois as capas são ilustradas, também manualmente. Cada livro vem numerado, portanto, cada um é um original. Toda a diagramação é feita pela autora assim como as geometrias que se encontram em algumas páginas do livro, e que são de uma beleza delicada. Estes livros são feitos, inteiramente, à mão, por uma mulher, em sua casa-atelier-templo. Boa leitura!

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Parindo
Mário (& Rosina)
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A Rosina abre a janela e vem sentar junto de mim. “Rosina, abre ela toda, tá muito calor aqui.” A Rosina levanta e vai lá de novo, naquele reboladinho miúdo dela. Empurra a lâmina de vidro para a esquerda — mas só um dedo a mais —, encosta a barriguinha na parede meio suja e olha para fora. Eu fico só contando os minutos daqui. Eu mando ela abrir a janela e ela fica na janela. “Rosinah, já abriu a janela, minha filha?” Ela nem olha. “Tô te esperando. A cerveja esquentou, tem mais?” Esse sofá da casa da Rosina faz um calor desgraçado. Já não é pouco a calorada que eu passo na oficina, a semana toda, e ainda ser passado a ferro aqui na casa dela, é facada demais. “Rosiiina! Já acabou isso aí, meu anjo?” Essa mulher... pensa que me enrola.

(fragmento de "Mário (& Rosina)")